9 de abril de 2006

As palmas das minhas mãos

São dóceis pedras que sentem as palavras…
Deslizam em suas colinas
Suavemente e deveras rente,
Rente a cada recordação
De cada em cada dia…
Que preencheu este coração
Dócil e frágil mas cheio de poesia,
As palmas das minhas mãos
Contêm cada recordação
Como fosse uma menina que canta sem cansaço
o leve embalo
Que nas colinas entoa o sereno aceno das flores.
Das manhãs e rente aos dias
Prosseguirei cultivando este coração de Poeta
Até que as mãos se unam num aplauso insonoro.
Para trás, ficou um silêncio nas palavras
Veladas em tons de papel,
Não um silêncio de lágrimas do passado
Mas um silêncio consumido noutra idade
por detrás de amores e rancores,
Destemido e enevoado em paixões mal curadas,
Mas com tanto de saudade.

Sirius Andresen
(Heterónimo de Maria do Céu Costa e João A. Peixoto)

2 comentários:

José de Morais disse...

Bonito, muito bonito.

Anônimo disse...

Lindo, não conhecia, muito lindo mesmo. Obrigada por seu recado lá no blog.
Amo psicologia, tentei uma vez em Ctba mas não passei mas vou tentar de novo rsrsrs depois que terminar a que já estou fazendo...
obriga e bom fim de semana bjus